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Condutores envolvidos em acidente que matou cândido-motense são condenados

Em 2021, Maria Flávia Camoleze Augusto, de 26 anos, foi vítima de um trágico acidente ocorrido na Rui Barbosa, em Assis/SP.

Após dois dias inteiros de julgamento e cerca de 23 horas de sessão, o Tribunal do Júri de Assis/SP condenou, na noite desta quinta-feira, 18 de junho, Murilo Almeida Machado e João Pedro Mascareli Pádua pela morte da psicóloga cândido-motense Maria Flávia Camoleze Augusto, de 26 anos. A decisão encerra um dos casos criminais de maior repercussão na história recente do município.
A sentença foi proferida pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, após a deliberação dos sete jurados que compuseram o Conselho de Sentença. Murilo foi condenado a mais de nove anos de prisão, enquanto João Pedro recebeu pena superior a seis anos de reclusão. Ambas as penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado.

O julgamento
A sessão teve início às 9h de quarta-feira (17) e foi suspensa por volta das 20h, após um extenso primeiro dia de trabalhos. Os trabalhos foram retomados às 9h de quinta-feira (18) e se estenderam até o período noturno, quando a decisão dos jurados foi anunciada.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga, com o auxílio, como assistentes de acusação, dos advogados José Augusto e Paula Camoleze Augusto – respectivamente pai e irmã da vítima -, que acompanharam todas as etapas do processo.
A defesa de Murilo Almeida Machado foi realizada pelos advogados Alexandre Valverde e Marina Giraldelli. Já a representação de João Pedro Mascareli Pádua ficou a cargo dos advogados Giselle Anne Netto de Carvalho Sanchez e Cláudio José Palma Sanchez.
Após a leitura da sentença, foram cumpridos os procedimentos legais decorrentes da condenação. Com o encerramento dos atos processuais em plenário, os dois condenados foram colocados sob custódia das autoridades policiais para os encaminhamentos previstos pela Justiça.

Depoimentos dos réus
Durante seu interrogatório, Murilo Almeida Machado, condutor do Volkswagen Gol em que estava Maria Flávia, admitiu que trafegava em alta velocidade na madrugada do acidente e confirmou ter consumido bebida alcoólica nos estabelecimentos por onde passou naquela noite. Apesar disso, ele negou a existência de racha.
João Pedro Mascareli Pádua, motorista do Hyundai HB20, também negou ter participado de uma disputa automobilística. Em seu depoimento, afirmou que não conhecia Murilo e contestou a acusação de que os dois veículos estariam envolvidos em uma corrida pelas ruas da cidade.

O caso
Maria Flávia Camoleze Augusto morreu após o Volkswagen Gol em que estava colidir violentamente contra a parede de um edifício em frente à Praça Arlindo Luz, na avenida Rui Barbosa, em Assis.
Segundo a tese sustentada pelo Ministério Público e acolhida pelos jurados, os dois acusados participavam de uma disputa automobilística momentos antes do acidente. A acusação apontou que a conduta dos réus contribuiu diretamente para a sequência de fatos que culminou na morte da jovem. O caso gerou forte comoção em Assis e foi acompanhado de perto pela população desde o ocorrido, em maio de 2021.

(Do Abordagem Notícias)

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