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Já não está na hora de Assis ter uma praça inclusiva? Rodrigo de Souza levanta debate sobre o direito de brincar

Com olhar voltado à inclusão e à acessibilidade, Rodrigo defende espaços públicos onde crianças com deficiência, autismo ou mobilidade reduzida possam brincar e conviver com as demais crianças.

Praças são espaços de encontro, diversão e convivência familiar. Mas será que todas as crianças conseguem aproveitar esses ambientes da mesma maneira? Essa reflexão é levantada por Rodrigo de Souza, que defende a ampliação dos espaços de lazer inclusivos em Assis e propõe uma discussão sobre a implantação de uma praça planejada para receber crianças com diferentes necessidades.
Pai atípico e defensor de iniciativas voltadas à inclusão, Rodrigo acredita que o município pode avançar na construção de ambientes públicos que garantam acessibilidade, segurança e oportunidades de convivência.
“Quando uma família leva seu filho a uma praça, o desejo é simples: vê-lo brincar, sorrir e interagir com outras crianças. Mas precisamos pensar naquelas que encontram barreiras para participar desses momentos. Será que nossos espaços públicos estão preparados para acolher todas elas?”, questiona.

Muito além de brinquedos adaptados – Uma praça inclusiva não se resume à instalação de alguns equipamentos especiais. O conceito envolve brinquedos acessíveis, pisos adequados, rampas, sinalização, ambientes sensoriais, áreas de descanso e espaços que permitam a participação conjunta de crianças com e sem deficiência.
A proposta contempla crianças com deficiência física, visual, intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que demandam atenção às características dos ambientes.
A própria legislação brasileira estabelece diretrizes de acessibilidade para espaços públicos. A Lei Federal nº 13.443/2017 determina a adaptação e identificação de, no mínimo, 5% dos brinquedos e equipamentos de lazer, tanto quanto tecnicamente possível, para utilização por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Para Rodrigo, porém, o debate deve ir além do cumprimento da legislação.
“Inclusão não é apenas permitir que uma criança entre em determinado espaço. É garantir que ela possa participar, brincar e se sentir pertencente. Uma praça inclusiva beneficia não apenas as crianças com deficiência, mas toda a comunidade, porque ensina desde cedo o respeito às diferenças”, destaca.

Um debate para o futuro de Assis – Rodrigo ressalta que a iniciativa poderia ser construída por meio do diálogo entre poder público, famílias, profissionais especializados, entidades que atuam com pessoas com deficiência e representantes da sociedade civil.
O município registrou, em julho de 2026, uma iniciativa de acolhimento sensorial durante o Festival Assis 121 Anos, demonstrando a possibilidade de desenvolver ambientes adaptados às diferentes necessidades. A discussão agora é sobre como ampliar essas experiências para espaços permanentes de lazer.
“Não se trata apenas de construir uma nova praça. Podemos estudar a adaptação de espaços já existentes, buscar parcerias e desenvolver um projeto que realmente atenda às famílias. O importante é colocar essa discussão na pauta da cidade e ouvir quem vive essas necessidades diariamente”, afirma.
Para Rodrigo, pensar em uma cidade mais inclusiva significa compreender que o direito ao lazer também faz parte da qualidade de vida.
“Uma cidade verdadeiramente acolhedora é aquela que pensa em todos. Nenhuma criança deveria ficar apenas olhando as outras brincarem porque o espaço não foi pensado para ela. Assis tem condições de discutir esse avanço, e acredito que chegou o momento de transformar essa reflexão em propostas concretas”, conclui.

(Assessoria de Comunicação)

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