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Autoestima: a forma como você se trata importa

Artigo da psicóloga cândido-motense, Juliana C. Cassemiro.

Quando foi a última vez que você falou consigo mesmo com gentileza?
A autoestima não é sobre se achar melhor que os outros. Também não é sobre estar feliz o tempo todo ou se olhar no espelho e amar tudo o que vê. Autoestima é, principalmente, a maneira como você se trata por dentro.
É aquela voz interna que comenta seus erros.
É a forma como você reage quando falha.
É o que você acredita que merece.
Muitas vezes, somos compreensivos com todo mundo – menos com nós mesmos.

O peso da autocrítica
Tem gente que vive em permanente cobrança. Se algo dá errado, a culpa vem em forma de pensamento duro: “Eu nunca faço nada certo”, “Eu não sou suficiente”, “Todo mundo é melhor que eu”.
Com o tempo, essa forma de pensar vai desgastando a confiança, enfraquecendo decisões e aumentando a insegurança. A pessoa passa a duvidar da própria capacidade, evita se posicionar e, muitas vezes, aceita situações que a machucam por medo de não merecer algo melhor.

Comparações silenciosas
Hoje, com as redes sociais, a comparação virou rotina. A gente compara o próprio bastidor com o palco dos outros. E isso é injusto.
Nem sempre lembramos que ali vemos recortes, filtros e momentos escolhidos. Comparar-se o tempo todo pode alimentar a sensação de inadequação e reforçar uma visão distorcida sobre si mesmo.

Autoestima não é perfeição
Ter uma autoestima saudável não significa não ter inseguranças. Significa reconhecer limites sem se diminuir por causa deles.
É poder dizer:
“Eu errei, mas isso não define quem eu sou.”
“Eu ainda não sei, mas posso aprender.”
“Eu mereço respeito.”

Como começar a fortalecer a autoestima?
Pequenos movimentos já fazem diferença:

  • Observar como você fala consigo mesmo;
  • Reduzir comparações;
  • Aprender a dizer “não” quando algo fere seus limites;
  • Buscar apoio quando sentir que não está dando conta sozinho.

A terapia é um espaço importante para entender de onde vêm as inseguranças e reconstruir essa relação interna. Cuidar da autoestima é cuidar da saúde emocional.
No fim das contas, autoestima é aprender a ocupar o próprio lugar no mundo com mais leveza e dignidade.
E isso não é egoísmo – é saúde.

ATENDIMENTO ADOLESCENTE, ADULTO E IDOSO.

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