Na última segunda-feira, dia 27, na cidade de Marília, a equipe da Secretaria de Saúde de Cândido Mota, formada pela secretária Amanda Mailio, diretora da Divisão de Enfermagem Roberta Correa e a coordenadora da Atenção Básica Larissa Mattioli Martins, participou de reunião com as assistentes sociais do Hemocentro de Marilía, Dayane Galletti dos Santos e Lucimara Faustino Custódio.
A reunião teve como pauta a campanha que a prefeitura de Cândido Mota, através da Secretaria de Saúde, irá realizar em parceria com o órgão no ‘Fevereiro Laranja’, mês de conscientização de combate à leucemia. Dentro das ações haverá palestra e campanha de cadastro de doação de medula óssea. A leucemia é uma doença que se inicia na medula óssea, onde o sangue é produzido, e a campanha alerta sobre a prevenção e, consequentemente, frisa a importância da doação de medula óssea.
Amanda Mailio explicou o que espera da campanha. “A nossa pauta de trabalho é a prevenção e promoção de saúde e trabalhamos com este foco o ano todo usando as cores da prevenção. O mês de fevereiro tem a cor laranja e trabalha a prevenção e conscientização sobre a leucemia e a importância de ser um doador voluntário de medula óssea. A importância desta ação é aumentarmos o número de doadores e, com isso, a chance da pessoa que necessita de transplante ser salvas”, destacou Amanda.
Ela disse também que tratou do assunto durante a reunião com as profissionais do Hemocentro. “Em seguida passamos ao prefeito Roberto Bueno, que de imediato aprovou esta ação no município, já que a cobrança dele é darmos uma melhor qualidade de vida aos nossos munícipes”, disse.
O prefeito Roberto Bueno destacou a importância da parceria com o Hemocentro. “Trabalhar com a prevenção é trabalhar com a saúde, e é isso que sempre buscamos. Nesta campanha, além de tratar do assunto, a possibilidade de se tornar um doador de medula óssea, isto torna a ação mais importante ainda”, frisou Roberto Bueno.

A secretária disse que é importante entender que doar medula não é tirar líquido da coluna. “Quando se fala de doar medula, cria-se um pouco de temor em algumas pessoas, e na verdade o que são doadas são células que não faz falta. Muitas vidas podem ser salvas através dessa doação. A princípio é preenchida uma ficha e colhida a amostra de sangue para o cadastro, que fica no Banco Nacional de Doadores”, explicou.
Segundo a secretária, o cadastro pode ajudar pessoas com leucemia, linfomas, aplasia de medula e mais de 70 outras doenças que atualmente já se alcança a cura por meio do transplante de medula óssea. “Se houvesse mais compatibilidade das células, o número de pessoas com doenças no sangue seria muito pequeno, já que a medula óssea pode ser retirada de 15 em 15 dias. As células doadas se reproduzem rapidamente, se existisse uma compatibilidade maior. Só um exemplo: a compatibilidade da medula óssea em uma família é muito pequena, de 10 irmãos a chance de compatibilidade é só 25%; e dos pais só 10%, por isso a importância enorme deste cadastro.



