Uma das tradições mais irreverentes da Copa do Mundo no interior paulista não vai para as ruas em 2026. As famosas ‘bicicletas gigantes’ de Cândido Mota/SP, que desde 1994 arrastam multidões após as vitórias da Seleção Brasileira, estão fora das comemorações deste ano. O alto custo financeiro, a falta de apoiadores e o ceticismo em relação ao desempenho da equipe nacional inviabilizaram os projetos.
Os veículos já foram atrações nacionais em programas como Jornal Nacional e Fantástico. Agora, o desfalque marca o fim de uma era para a cultura local.
‘Rainha da Sucata’ e ‘Jabiraca Furacão’
A pioneira dessa história foi a ‘Rainha da Sucata’, um triciclo idealizado pelo empresário Luiz Carlos Izzo em 1994, batizado em homenagem à famosa novela da Rede Globo. O veículo cresceu a cada edição do torneio, ganhando modificações e novas estruturas até a sua última aparição, na Copa de 2018.
Outro ícone que deixará saudades é a ‘Jabiraca Furacão’, criada pelo empresário Márcio Alves Pereira e presente nas festas desde 1998. Em seu auge, na Copa de 2022, a mega bicicleta atingiu marcas impressionantes, com 15 metros de comprimento, 3 metros de altura, cerca de 800 quilos e com capacidade de 48 pessoas.
Por apresentar problemas estruturais e riscos à segurança, a ‘Jabiraca’ precisou ser totalmente desmontada após o último mundial, consolidando a ausência das duas atrações para este ano.

Seleção estreia em novo formato de Copa
Sem o tradicional desfile das bicicletas gigantes nas ruas de Cândido Mota, os torcedores acompanharão uma Copa do Mundo histórica. O torneio de 2026 será o primeiro disputado em três países-sede (Estados Unidos, Canadá e México) e o primeiro com 48 seleções.
O Brasil está no Grupo C e fará sua estreia no dia 13 de junho (sábado), contra o Marrocos, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium. Os jogos seguintes da primeira fase acontecem contra o Haiti, no dia 19 de junho, e contra a Escócia, no dia 24 de junho.
(Por Elton Valentim / O Diário do Vale)



