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Depressão no inverno: quando a estação fria também afeta a saúde emocional

Artigo da psicóloga cândido-motense, Juliana C. Cassemiro.

Com a chegada do inverno, é comum observar mudanças no humor, na disposição e na rotina das pessoas. Os das mais curtos, a redução da luz solar e as baixas temperaturas favorecem um maior isolamento social, alterações no sono e diminuição das atividades físicas. Embora muitas dessas mudanças sejam passageiras, para algumas pessoas elas podem intensificar sintomas depressivos ou até desencadear um quadro de depressão.
A depressão é uma condição de saúde mental séria, caracterizada por tristeza persistente, perda de interesse por atividades antes prazerosas, falta de energia, alterações no apetite e no sono, dificuldade de concentração e sentimentos de desesperança. Diferentemente de uma tristeza momentânea, a depressão interfere significativamente na qualidade de vida e necessita de acompanhamento profissional.
Durante o inverno, a menor exposição à luz solar pode influenciar a produção de substâncias importantes para o equilíbrio do organismo, como a serotonina e a melatonina, responsáveis pela regulação do humor e do ciclo do sono. Esse fator, associado ao isolamento e à redução das interações sociais, pode aumentar a vulnerabilidade emocional.
É importante destacar que sentir-se mais cansado ou preferir ficar em casa em dias frios não significa, necessariamente, estar deprimido. O sinal de alerta surge quando esses sintomas persistem por semanas, comprometem o trabalho, os relacionamentos e as atividades diárias.
Algumas atitudes podem contribuir para preservar a saúde mental durante essa estação: manter uma rotina organizada, buscar exposição à luz natural sempre que possível, praticar atividades físicas regularmente, cultivar momentos de convivência com familiares e amigos e investir em hábitos saudáveis de alimentação e sono.
Também é fundamental desenvolver um olhar mais acolhedor para si mesmo e para aqueles que estão ao redor. Muitas vezes, a pessoa que enfrenta a depressão não consegue pedir ajuda e pode apresentar apenas sinais sutis, como isolamento, irritabilidade ou desânimo constante.
Cuidar da saúde mental deve ser uma prioridade em todas as épocas do ano. Buscar apoio psicológico não é sinal de fraqueza, mas um ato de coragem e autocuidado. O acompanhamento profissional possibilita compreender as emoções, desenvolver estratégias para enfrentar as dificuldades e promover uma melhor qualidade de vida.
Neste inverno, além de proteger o corpo do frio, lembre-se de cuidar também da mente. A prevenção, o acolhimento e o acesso ao tratamento adequado podem transformar vidas.
“Cuidar da mente é um ato de coragem e amor-próprio. Todo recomeço é possível quando existe acolhimento e esperança”.

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