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Diocese de Assis afasta padres acusados de ‘abuso sexual’

O Diário do Vale fez contato com os sacerdotes; advogado de um dos religiosos disse que emitirá nota nesta quarta-feira.

A Diocese de Assis publicou nesta terça-feira, dia 31, decreto determinando o afastamento de dois padres acusados de abuso sexual. Os sacerdotes Oldeir José Galdino e Maurílio Alves Rodrigues, foram denunciados por um ex-seminarista, que teria sofrido abuso entre os anos de 2002 e 2003.
A ‘Medida Cautelar’ foi assinada pelo bispo diocesano dom Argemiro de Azevedo, e pelo Chanceler da Cúria, padre Alan da Cruz Joaquim. Com isso, os dois padres foram proibidos de exercício do Ministério Sacerdotal.
A diocese disse que ‘considera ‘as acusações graves em desfavor’ dos dois religiosos e o que é considerado ‘fumus delicti’ e ‘periculum in mora’, termos em latim que no âmbito jurídico representam os indícios de delito e risco de demora na tomada de decisões’. Os decretos dizem ainda que ‘a medida busca garantia e proteção da Justiça e evitar escândalo com manifestação violenta, física ou moral’. Eles ‘determinam ainda que em caso de absolvição, as medidas sejam revogadas’.

Denúncia
O homem que se apresenta como vítima dos religiosos, hoje ex-seminarista e com 36 anos, registrou um boletim de ocorrência para reforçar as denúncias feitas por ele no passado, ao Tribunal Interdiocesano. A vítima afirmou, inclusive, ter localizado outras vítimas dos supostos abusadores e garantiu que existe um parecer da Santa Sé, em Roma, sede da igreja católica, para prosseguimento da apuração interna devido à riqueza de detalhes de sua denúncia ao tribunal religioso.

Abusos
Em entrevista ao G1, o ex-seminarista disse que demorou tanto tempo, cerca de duas décadas, para denunciar o caso, por conta dos ‘traumas envolvidos, trabalhados ao longo de muitos anos de tratamento psicológico’.
Segundo seu relato, ele ‘foi estuprado por um padre em 2002 e depois manteve uma relação por dois anos com o segundo, que o teria ‘ludibriado’ após obter sua confissão sobre a violência sexual sofrida anteriormente.
O estupro, conforme o denunciante, aconteceu quando ele tinha 16 anos, em uma casa paroquial na cidade de Iepê/SP.

Outro lado
A redação do jornal e portal O Diário do Vale tentou contato com os dois sacerdotes. Primeiro, através de ligação telefônica. Depois, por mensagem de Watsapp.
Ao retornar, o padre Oldeir Galdino disse que sua assessoria jurídica falaria sobre o caso. Entretanto, seu advogado disse que emitirá uma nota oficial nesta quarta-feira.
Por sua vez, até o fechamento da edição impressa, por volta das 16h30, o padre Maurílio Rodrigues não havia retornado o contato.
O jornal e o portal O Diário do Vale reiteram que estão à disposição de ambos religiosos para que possam publicar, a qualquer momento, suas versões sobre o fato e exercerem seus direitos de defesa.

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