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Polícia investiga ameaça contra vereador de Assis

Fernando Sirchia relatou ocorrido durante sessão da Câmara de Vereadores de Assis/SP na noite desta segunda-feira, 23 de março.

A Delegacia Seccional de Assis/SP investiga uma ocorrência registrada inicialmente como roubo pelo vereador Fernando Sirchia. O crime ocorreu na tarde desta segunda-feira, 23 de março, em sua residência. Segundo o relato, o parlamentar teve o celular levado e foi ameaçado por um homem que vestia camiseta polo vermelha e calça jeans, portando um revólver calibre .38 cromado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o vereador chegou em casa por volta das 16h30. Cerca de três minutos depois, o suspeito tocou o interfone afirmando realizar uma pesquisa para a Fuvest. Sirchia relatou ter notado que o homem tremia excessivamente e, achando o comportamento estranho, pegou o celular para filmar a abordagem.
Nesse momento, o suspeito teria sacado a arma e ordenado que o vereador se calasse, chamando-o de “X9”. Ele ameaçou matar Sirchia e sua namorada – que não estava no local no momento. No depoimento oficial, o vereador afirmou que o homem chegou a engatilhar o revólver e disse ter ‘ordens para matá-lo’ caso não ficasse em silêncio. Ao perceber que estava sendo gravado, o indivíduo tomou o aparelho celular e fugiu para rumo ignorado.
Fernando Sirchia informou que não houve agressão física nem disparos. Como a residência não possui câmeras de segurança, o caso segue sob investigação da Seccional, presidida pelo Dr. Lincoln Kunisawa, com apoio operacional da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Pronunciamento na Câmara
No final da sessão realizada na noite de segunda-feira, o vereador usou a tribuna para detalhar o ocorrido. “Num piscar de olhos, tinha um revólver 38 apontado para o meu peito. Ele disse que eu deveria calar a boca, parar de ser X9, senão mataria a mim e minha esposa. Disse, inclusive, que foi lá para me matar, mas que estava me dando uma chance”, declarou.
Para Sirchia, o episódio não foi um assalto comum, mas uma intimidação política. “O objetivo era me calar e silenciar quem denuncia irregularidades na cidade”, afirmou.
Durante a sessão, o presidente da Câmara, Paulo Mattioli Júnior, manifestou solidariedade e prometeu acompanhar o caso pessoalmente junto à delegacia para exigir rigor nas investigações. Os vereadores Lucas Gomes e Reinaldo Nunes também prestaram apoio. Sirchia finalizou garantindo que não irá recuar: “Podem me ameaçar, mas não vão me calar. Vou continuar honrando os votos que recebi”.

(Com informações do AssisCity)

(Foto: Reprodução TV Câmara)

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