O integrante da diretoria da Casa da Menina São Francisco de Assis, do Conselho Curador da Fundação Futuro e do Conselho de Cultura de Assis, Rodrigo de Souza, acompanhou, na quinta-feira (5), a audiência pública da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, realizada na Câmara Municipal de Assis. O encontro discutiu a proposta que estabelece a previsão de receitas e a distribuição dos recursos públicos para o próximo ano.
Um dos aspectos que mais chamou sua atenção foi a baixa participação da comunidade em uma discussão que influencia diretamente o funcionamento dos serviços públicos e os investimentos no município.
“Estamos falando do dinheiro que será destinado à saúde, à educação, à cultura, à assistência social e a tantas outras áreas que fazem parte da vida das pessoas. É preocupante perceber uma participação tão pequena da população em decisões que afetam diretamente o futuro da nossa cidade. Precisamos despertar esse interesse e aproximar cada vez mais a comunidade das discussões públicas”, destacou Rodrigo.
Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela administração municipal, Rodrigo reconhece que a necessidade de ajustes no orçamento já era esperada. As medidas de contenção de despesas adotadas pela Prefeitura ao longo de 2026 demonstram a importância de reorganizar as finanças e estabelecer prioridades.
“Não podemos ignorar a realidade econômica do município. Quando a arrecadação não acompanha as despesas, ajustes se tornam necessários. Mas é justamente nesses momentos que o planejamento precisa ser ainda mais criterioso. Cortar despesas exige responsabilidade, porque por trás dos números existem serviços, profissionais, projetos e pessoas que dependem dessas políticas públicas”, afirmou.
Entre os pontos que despertaram sua preocupação está a previsão de redução dos recursos destinados a eventos culturais, que passariam de R$ 3 milhões para R$ 800 mil. O assunto já havia sido abordado por Rodrigo em artigo recente, no qual defendeu a valorização dos talentos locais e a ampliação das oportunidades culturais nos bairros.
Outro aspecto que merece atenção é o orçamento da Assistência Social, especialmente diante dos questionamentos apresentados pelo Conselho Municipal de Assistência Social sobre a distribuição dos recursos e a manutenção dos serviços oferecidos à população. Também foram divulgadas reduções em dotações específicas voltadas à drenagem urbana e à reserva de contingência, áreas que exigem planejamento diante de situações emergenciais.
Para Rodrigo, a discussão não deve se limitar à comparação de valores, mas considerar os impactos de cada decisão e a possibilidade de reorganização dos recursos sem comprometer ações importantes. “Precisamos entender onde é possível economizar, quais despesas podem ser revistas e quais investimentos precisam ser preservados. A cultura não é apenas entretenimento, assim como a assistência social não pode ser vista somente como despesa. São políticas que oferecem oportunidades, fortalecem comunidades e fazem diferença na vida das famílias”, ressaltou.
Rodrigo também defende maior atenção ao planejamento da educação infantil, às políticas de inclusão e ao fortalecimento das entidades sociais, que desempenham um papel importante no atendimento à população de Assis.
“Uma cidade não pode pensar apenas em fechar as contas do próximo ano. Precisa pensar também no desenvolvimento que deseja construir para os próximos dez ou vinte anos. O orçamento deve refletir essa visão, com responsabilidade financeira, mas também com sensibilidade social”, pontuou.
Ao final, Rodrigo destacou que acompanhar a elaboração e a execução do orçamento é um exercício de cidadania que precisa ser incentivado. “Não se trata de ser contra ou a favor da administração. Trata-se de participar, compreender as dificuldades, apresentar propostas e acompanhar as decisões. Assis precisa de diálogo, transparência e união para superar os desafios. E a participação da população é fundamental nesse processo”, concluiu.

A Campanha de Atualização dos Rebanhos do 2º semestre já começou!
Informe da Prefeitura Municipal de Cândido Mota/SP.


