Diante dos dados da Educação Especial de Assis, que apontam 399 estudantes com Transtorno do Espectro Autista distribuídos por 32 unidades escolares, Rodrigo de Souza defende que o município avance na discussão sobre a criação de espaços de regulação sensorial dentro das escolas.
Segundo ele, Assis já possui uma estrutura importante de atendimento, com profissionais especializados, salas de recursos, Centro Fênix e outros serviços. A proposta é complementar esse trabalho dentro das próprias unidades escolares.
“Com quase 400 crianças com autismo nas escolas municipais, precisamos pensar também em ambientes preparados para aqueles momentos em que o aluno enfrenta uma sobrecarga sensorial ou uma desregulação”, afirma.

Esses espaços poderiam contar com iluminação controlada, materiais táteis, abafadores, recursos de movimento e outros equipamentos definidos com orientação técnica. A ideia não é substituir o Atendimento Educacional Especializado nem afastar o aluno da convivência com os demais estudantes.
“É mais uma ferramenta para ajudar a criança a se reorganizar e, quando possível, retornar às atividades. Inclusão não é apenas garantir a matrícula. É criar condições para que ela consiga permanecer, participar e aprender”, destaca Rodrigo.
A proposta é que a implantação aconteça de forma gradual, começando pelas escolas com maior número de alunos com TEA, acompanhando os resultados antes de uma possível ampliação para outras unidades.
“Não precisa começar grande. Pode começar com um projeto piloto bem estruturado, ouvindo profissionais, famílias e especialistas. Com 399 alunos com autismo em 32 escolas, acredito que essa discussão já precisa avançar em Assis”, conclui.



