A Cooperativa de Crédito Credimota (Sicoob Credimota) realiza, nesta quarta-feira, 20 de maio, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) no Clube Recreativo Bandeirante (CRB), em Cândido Mota/SP. O encontro presencial debaterá o déficit financeiro de quase R$ 24 milhões registrado no exercício de 2025. Os cooperados também vão decidir sobre o início dos estudos para a incorporação da instituição pela Sicoob Crediceripa, que atua nas regiões de Avaré, Itapetininga, Sorocaba e Campinas.
A primeira convocação ocorre às 12h, exigindo a presença de dois terços dos associados. A segunda chamada está marcada para as 13h, com metade mais um dos membros. A terceira e última convocação será realizada às 14h.
Crise financeira e perdas recorrentes
Os dados contábeis revelam um cenário de desgaste financeiro na instituição. Conforme a última prestação de contas, o déficit exato de 2025 fechou em R$ 23.948.922,92.
O relatório da auditoria independente aponta que, mesmo após a utilização integral da reserva legal da cooperativa, restaram perdas remanescentes de R$ 6.632.471,91. O documento indica ainda que o problema é recorrente: no exercício de 2024, a Sicoob Credimota já havia acumulado um prejuízo superior a R$ 12 milhões.
Durante o evento, a diretoria apresentará a prestação de contas de 2025, o parecer do Conselho Fiscal, o balanço e o demonstrativo das perdas geradas pela insuficiência de contribuições para cobrir as despesas operacionais. Os relatórios completos estão disponíveis na sede e no site oficial da cooperativa.
Posicionamento da cooperativa
Em nota oficial enviada ao jornal e portal O Diário do Vale, a assessoria de imprensa da Sicoob Credimota afirmou que os temas serão tratados com total transparência. A instituição defendeu que a convocação faz parte do rito natural de governança participativa do cooperativismo.
“O Sicoob Credimota informa que os temas serão tratados com transparência junto aos cooperados durante a Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 20 de maio, conforme previsto em edital. Entre as medidas estão iniciativas estratégicas alinhadas ao fortalecimento e à eficiência operacional, em consonância com as práticas do cooperativismo financeiro brasileiro. O cooperativismo financeiro se diferencia pela sua governança participativa: a convocação da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) reflete o rito natural de transparência, onde os próprios cooperados debatem e deliberam soberanamente sobre os rumos e os relatórios financeiros de sua instituição. A cooperativa reforça que todas as decisões seguem os ritos legais, regulatórios e de governança aplicáveis, com foco na preservação dos interesses dos cooperados e na continuidade das operações”, diz o comunicado.




