O turismo rural pode ser um outro negócio para o agricultor e/ou pecuarista.
O portal ‘Compre Rural’ em publicação de 23/02/2026, enfatiza que ‘amplia o perfil de compradores, diversifica investimentos e reposiciona a terra como ativo estratégico no Brasil. Com potencial de movimentar R$ 16 bilhões por ano …’
Em várias regiões, o turismo rural já se tornou uma realidade. Um chamarisco de compradores de propriedades que investem já contando com esse algo a mais a capitalizar no mercado imobiliário.
A atividade principal continua sendo a agricultura e a pecuária. Mas, pode muito bem coexistir o turismo rural. Imagine a transformação de uma simples casa de madeira da sede num rancho que preserva a memória dos sagazes pioneiros por seus descendentes italianos que aqui chegaram atraídos pela cultura do café na fértil ‘terra roxa’, hoje substituída pelo binômio soja-milho. E se tiver uma roda d’água no riacho do fundo do sítio, socando o milho da própria roça no pilão para virar um fubá ou canjica no prato do visitante, melhor ainda. Tem gente até montando um cenário como esse para explorar o turismo rual.
O carneiro no pastoreio para depois virar ensopado na panela ou uma ponta de bisteca na grelha pode dar um novo conteúdo na mesa do turista. E, mais ainda, se você chamar o prato de carré francês ou french rack pode virar um glamour gastronômico. Assim como a galinha caipira solta no terreiro comendo o milho produzido ali, botando ovos no balaio e virando ensopado com polenta do fubá socado ali e os ovos um saboroso omelete com as chamadas ervas finas. E se você tiver tilápias na represa e na frigideira, bom também. Um leitão num chiqueiro limpinho e torresmo com costelinha na cozinha, melhor ainda.
São apenas alguns exemplos. Muitos outros já existem funcionando e ganhando dinheiro. Muitos citadinos virão se desestressar do conturbado mundo das cidades. Havendo uma confortável pousada e uma equipe de colaboradores receptivos, trarão algumas diárias a mais. Se tiver alguém que toca uma viola caipira ou uma sanfona deixada pelo avô, farão uma ‘siesta’ na sala depois da comida. Um cavalo arriado lá fora esperando para um galope ao entardecer contemplando o por-do-sol fechará o dia com nota 10. Depois da janta e do jogo de truco ou xadrez, uma restauradora noite de sono para acordar ao gorjeio dos pássaros e o cantar do galo.
Atrair e receber bem o turista, oferecer uma comida caseira e lazer planejado no ambiente do bucolismo rural é a essência do sucesso do investimento com retorno garantido.
E, de sobra, um valor adicional à propriedade rural; um sítio produtivo de agricultura e pecuária, enriquecido com turismo rural.
Um ativo financeiro diferenciado porque fez acontecer o turismo rural, uma agregação de valor ao preço da terra.

José Reynaldo Bastos da Silva é Geólogo com doutorado sob o tema do planejamento e gestão ambiental do turismo e Advogado com ênfase ao Direito Ambiental e do Agronegócio.



