Por Rodrigo de Souza
Toda vez que a Coopershow começa, eu sinto a mesma coisa.
Um misto de orgulho, responsabilidade e silêncio interno. Porque antes de virar feira, ela vira bastidor. Antes de virar vitrine, ela vira esforço. Antes de virar notícia, ela vira gente.
Gente que chega cedo demais.
Gente que vai embora tarde demais.
Gente que não aparece na foto, mas sem a qual nada funcionaria.
Fazer parte da comissão organizadora da Coopershow é, para mim, mais do que uma função. É um aprendizado constante de humildade. Porque aqui ninguém faz nada sozinho. Aqui, cada detalhe importa. Cada decisão pesa. Cada erro ensina. E cada acerto é coletivo.
A Coopershow não nasce no dia da abertura. Ela começa meses antes, em reuniões longas, em ajustes invisíveis, em conversas difíceis, em escolhas que ninguém vê. Começa quando alguém resolve um problema que não era “sua obrigação”. Quando outro segura a ponta sem reclamar. Quando parceiros confiam, acreditam e caminham junto.
Eu tenho orgulho de fazer parte disso porque eu sei o quanto custa.
Não em dinheiro, mas em dedicação, em tempo longe da família, em noites mal dormidas, em responsabilidade assumida sem holofote.
E é isso que me emociona.
Cada empresa parceira, cada profissional contratado, cada colaborador envolvido carrega um pedaço da feira nas costas. São pessoas reais, com histórias reais, que fazem a Coopershow acontecer não por vaidade, mas por compromisso. Com o agro. Com a região. Com as pessoas. Com a Coopermota.
Aqui a gente aprende que desenvolvimento não vem do improviso. Vem de planejamento. Vem de diálogo. Vem de ouvir mais do que falar. Vem de respeitar quem está no campo, quem conhece a terra, quem vive o dia a dia e sente na pele cada desafio.
A Coopershow é a maior vitrine do agronegócio do Vale do Paranapanema, sim.
Mas, para mim, ela é também uma vitrine de valores. Cooperação de verdade. Trabalho sério. Confiança construída no tempo. Gente que cria raiz, que permanece, que não aparece só quando convém.
Enquanto os portões se abrem e tudo começa a ganhar forma, eu carrego comigo uma certeza simples: fazer parte disso tudo me transforma. Me ensina. Me coloca no lugar certo, o de quem aprende todos os dias que nada é maior do que o coletivo.
Talvez seja por isso que eu ame tanto o que faço.
Porque aqui eu não estou apenas organizando um evento.
Estou ajudando a construir algo que fica.
E isso, para mim, já vale tudo.
Rodrigo de Souza, assisense, colaborador da Coopermota e integrante da comissão organizadora da Coopershow. Defensor do diálogo, do trabalho coletivo e de iniciativas construídas com presença, compromisso e raízes.



