Um homem de 60 anos, condenado por estupro de vulnerável, foi preso na sexta-feira, 20 de março, em Cândido Mota/SP, em cumprimento a um mandado judicial. De acordo com a Polícia Civil, o acusado foi localizado e capturado por policiais militares e conduzido à delegacia. Após os procedimentos, ele foi encaminhado a uma unidade prisional da região, onde permanece à disposição da Justiça.
O mandado de prisão foi expedido no dia 19 de março de 2026, pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Cândido Mota, e cumprido no dia seguinte. O caso envolve crimes ocorridos entre 2018 e 2022, período em que a vítima tinha entre 8 e 9 anos. Atualmente, a adolescente tem 14 anos e segue em acompanhamento psicológico desde o início do processo.
Segundo a sentença, o réu foi condenado a 9 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável em continuidade delitiva. As investigações apontaram que o homem mantinha proximidade com a família da vítima, frequentando a mesma igreja e valendo-se da relação de confiança para cometer os abusos. O condenado exercia função religiosa e frequentava a mesma igreja da família há mais de 15 anos.
Justiça
Em relato ao Portal AssisCity, a mãe da vítima, que preferiu não se identificar, destacou o sentimento após a prisão: “Meu sentimento é de justiça feita. Em um país como o nosso, muita coisa passa batida. Eu venci após quatro anos de muita luta e sofrimento. Não que isso vá apagar tudo o que vivemos, mas é uma justiça cumprida para que outras crianças e famílias não passem pelo que passamos”, afirmou.
Ela também relatou os impactos profundos causados pelo crime: “É algo imensurável. Eu perdi emprego, perdi a faculdade e faço uso de medicação até hoje. É uma luta constante. Os avós, que ajudaram na criação, também estão em tratamento psicológico”.
Sobre as consequências emocionais, a mãe reforçou que as marcas permanecem: “A prisão não vai recuperar a nossa saúde mental. O que vivemos nunca será esquecido, mas fica o sentimento de que a justiça foi feita. Sobre a minha filha, o crime deixa muitos traumas, como o de não gostar de abraço ou carinho. Afetou toda a família”, declarou.
O advogado assistente de acusação, Gustavo de Souza Silva, acompanhou o caso e destacou a importância da condenação diante da gravidade dos fatos. O processo tramitou sob segredo de Justiça.
(Com informações do AssisCity)
(Foto: Elton Valentim)



