A Paróquia Nossa Senhora das Dores informou o cancelamento da tradicional procissão que seria realizada na manhã desta terça-feira, dia 15 de setembro, em celebração ao feriado da Padroeira do município. A decisão da liderança religiosa foi motivada pela instabilidade das condições climáticas e visa garantir a segurança e o conforto de todos os fiéis.
Apesar da alteração no cronograma externo, a programação litúrgica dentro da Igreja Matriz está mantida para receber a comunidade em um momento de devoção. As atividades religiosas começam às 8h30 com a recitação do Terço das Sete Dores de Maria, seguida da celebração da Santa Missa solene. O pároco local, frei Sérgio de Araújo, reforçou o convite e destacou a importância da presença e da união dos fiéis nas orações deste dia festivo.

As homenagens à Padroeira mobilizam a comunidade católica da cidade desde a semana passada. Entre os dias 8 e 14 de setembro, os paroquianos participaram ativamente do Setenário de Nossa Senhora das Dores, que contou com missas diárias, momentos de meditação na Igreja Matriz e bênçãos de sacramentais específicos para os objetos de devoção trazidos pelo público. Cada uma das sete noites anteriores foi dedicada a refletir sobre os principais sofrimentos vividos por Maria ao longo de sua trajetória.
A paróquia Nossa Senhora das Dores, de Cândido Mota, foi criada em 15 de setembro de 1927. Desde então tem Nossa Senhora das Dores como padroeira. O feriado municipal foi instituído na década de 1990, através de projeto da então vereadora Maria Aparecida Gonçalves, no mandato do ex-prefeito Cidinho de Lima.
História
Os agentes da Pastoral de Cândido Mota, Romildo Pereira de Carvalho e Andréa Maria Carvalho, contaram um pouco sobre a história da Paróquia Nossa Senhora das Dores.
Pela história oficial, que nos chegou pela tradição oral, em 1913, o Coronel Valêncio Carneiro de Castro, que tinha uma propriedade aqui na nossa terra, o nosso ‘fundador’, doa uma área plana para a construção da Igreja e também uma imagem da Nossa Senhora das Dores, que se encontra no altar da Igreja Matriz, há quem diga também que uma parte do terreno pertencia a senhora Maria Magdalena Pinto, proprietária da empresa Machado Bastos, uma Serraria que ficou algum tempo em nossa cidade.
Em 1919, provavelmente, nosso povoado, conhecido como ‘Posto do Jacu’, ‘Parada do Jacu’, porque aqui o trem parava para abastecer de água do rio Jacu, ou ‘Chave’, aqui na Estação Ferroviária, tinha uma chave, para se fazer as manobras dos trens, foi construída uma Igreja de Madeira, o Vigário de Assis era o Monsenhor David Corso, que ficou responsável pela nossa Igreja.
No ano de 1922, a ‘Vila de Cândido Mota’, era distrito de Assis, a população aumentou, sendo assim foi construída uma outra Igreja de madeira, por fora da outra.

Em 1925 foi construída uma Igreja de tijolos, por fora da Igreja de Madeira. Provavelmente em 1926 termina a construção e é demolida a Igreja de madeira.
No ano de 1927, no dia 15 de setembro, o Bispo Dom Carlos da Costa, de Botucatu, nomeia a Igreja Matriz, de ‘Paróquia Nossa Senhora das Dores’, por ser o dia dedicado à Nossa Senhora das Dores, ou seja, nossa Paróquia tem 97 anos de existência. No ano de 1928, o Padre Carlos Fuchs é nomeado o primeiro Vigário da Paróquia.

No 1956, já com a presença dos nossos amados e vocacionados Freis Capuchinhos, que chegaram aqui em 1954, ou seja, estão aqui há 70 anos, construindo juntos, uma bela e abençoada história, foi construída no estilo colonial, a nova Igreja Matriz; também construída por fora da outra, o Vigário era o Frei Teófilo Maria de Amparo.

Provavelmente em 1958 é demolida a velha Igreja, sendo a mesma inaugurada em 1962.
Também entre 1957 a 1962 foi construído o Convento dos Frades.
E por último de 1968 a 1973 foi construído o Salão Paroquial, decorado com uma bela pintura do inesquecível e querido José Bravo.




