Por Rodrigo de Souza
Há cidades que se reconhecem naquilo que constroem juntas. Cândido Mota, ao realizar a OPORTUNA 2025, mostra que desenvolvimento não é apenas uma palavra de governo, mas um gesto de fé nas pessoas. A feira de empregos e profissões, que chega à sua terceira edição entre os dias 17 e 19 de setembro, é mais do que um encontro entre empresas e trabalhadores: é um palco onde se plantam sonhos, se desenham futuros e se revelam caminhos antes invisíveis.
Parabenizo a Prefeitura Municipal e, em especial, a Secretaria de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que conduz com sensibilidade este projeto. Vejo na OPORTUNA a prova de que a gestão pública, quando olha para além do imediato, consegue oferecer à comunidade algo maior do que vagas de trabalho, consegue oferecer esperança. E a esperança, quando compartilhada, se torna a força mais transformadora de uma sociedade.
É impossível não imaginar as cenas que se repetirão durante os três dias de evento: jovens circulando entre estandes, com os olhos brilhando ao descobrir possibilidades de carreira; trabalhadores buscando uma nova oportunidade de recomeçar; empresários abrindo portas e estendendo mãos. Cada conversa ali travada é uma semente. Algumas germinam rápido, outras podem levar tempo para florescer. Mas todas carregam em si o potencial de transformar destinos.
A OPORTUNA é também um lembrete de que o trabalho não se resume a sustento. Ele é dignidade, é pertencimento, é identidade. Quando um município cria condições para que seus cidadãos encontrem caminhos profissionais, está dizendo a eles: “vocês são importantes, nós acreditamos em vocês”. Essa mensagem silenciosa é, muitas vezes, mais poderosa do que qualquer discurso.
Cada jovem que percorre os corredores da feira, cada profissional que se reinventa, cada empresa que se abre para o novo, todos eles são fios de uma mesma trama: a crença de que é possível crescer juntos. É nesse encontro que se costura a autoestima de uma cidade, que se fortalece o orgulho de pertencer a um lugar que acredita no potencial de seus moradores.
Ao acompanhar com atenção iniciativas como essa, percebo que a OPORTUNA não é apenas um evento no calendário, mas um símbolo. Um símbolo de que o futuro se escreve agora, de que o amanhã não precisa ser adiado. É também uma lição para todos nós: quando o poder público atua com visão, quando a gestão municipal se coloca como parceira da população, nascem experiências que mudam vidas e criam legados.
Que o exemplo de Cândido Mota inspire outras cidades a fazer do desenvolvimento uma prática cotidiana, e da esperança, uma política permanente. Porque, no fim, a maior riqueza de um município não está apenas em sua economia, mas na capacidade de acreditar em sua gente e de abrir caminhos para que cada pessoa descubra o seu próprio destino.
Rodrigo de Souza é publicitário, mestre em Comunicação, Cultura e Arte e integrante do Conselho Municipal de Cultura de Assis. Atua como analista de comunicação e eventos, é associado do Rotary Club de Assis do Vale, membro do Conselho da Fundação Futuro e da diretoria da Casa da Menina São Francisco de Assis, com trajetória dedicada à cultura, educação e projetos comunitários.



