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Paróquia de Cândido Mota realiza plantão de confissões

O sacramento acontece na Igreja Matriz de terça a sexta-feira, em dois períodos.

O pároco Sérgio Araújo, popularmente conhecido como Frei Serginho, anunciou o plantão de confissões na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Cândido Mota (SP). O sacramento acontece na Igreja Matriz de terça a sexta-feira, em dois períodos.
“A Confissão é um sacramento de cura. E isso não é metáfora piedosa; é teologia bem assentada e experiência humana concreta. Na Igreja, existem dois grandes grupos de sacramentos. Uns são de iniciação (Batismo, Crisma, Eucaristia). Outros são de serviço (Ordem e Matrimônio). E há os sacramentos de cura: a Confissão e a Unção dos Enfermos. Por quê? Porque o pecado fere. Não apenas a ‘relação com Deus’ num sentido abstrato, mas a pessoa inteira: consciência, liberdade, vínculos, memória, desejo. O pecado cria rachaduras internas. A Confissão não ignora isso; ela entra exatamente aí”, disse o pároco.
Frei Serginho explica que o gesto é simples: trata-se de falar a verdade sobre si diante de Deus. “Mas essa verdade, quando acolhida pela misericórdia, deixa de ser peso e se torna libertação. O perdão não funciona como um carimbo burocrático; ele age como remédio. Restaura a amizade com Deus, reconcilia a pessoa consigo mesma e reabre o caminho com os outros. Há algo profundamente humano nisso. Guardar culpas adoece. Nomeá-las, reconhecê-las e ouvir ‘eu te absolvo’ reorganiza o interior. É como recolocar um osso no lugar: dói um pouco, mas devolve o eixo. Por isso, a Confissão não é um tribunal para humilhar, mas um ‘consultório da misericórdia’, como gostava de dizer o Papa Francisco. Cristo não vem apontar o dedo, vem tocar a ferida. E toda ferida tocada com amor começa a cicatrizar”, ressalta.
O plantão de confissões em Cândido Mota ocorre às terças-feiras com Frei Serginho; às quartas e sextas-feiras com Frei Alberto e às quintas-feiras com Frei Emerson. O atendimento é feito no período da manhã, das 9h às 11h30, e à tarde, das 14h às 16h30.
“No fundo, confessar-se é aceitar que não somos autossuficientes, mas curáveis. E isso, paradoxalmente, é uma das formas mais altas de maturidade espiritual. Paz e Bem”, conclui o pároco.

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