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O basquete que moldou minha vida

Artigo do publicitário, mestre em Comunicação, Cultura e Arte e integrante do Conselho Municipal de Cultura de Assis, Rodrigo de Souza.

Por Rodrigo de Souza

No último fim de semana, fui com minha esposa Elenita e minha filha Helena, assistir a um jogo de basquete. Pode parecer uma cena simples, mas para mim foi como abrir um álbum invisível de memórias. Enquanto os olhos da Helena brilhavam a cada cesta, os meus voltavam no tempo, para aquele garoto de dez anos que entrou em quadra pela primeira vez.
Meu pai, preocupado em me ver mais saudável, me colocou nas aulas de basquete do professor Maurício Scarabello, o inesquecível Pantera. De início, fui para perder peso. Mas ali descobri muito mais do que uma atividade física: aprendi disciplina, respeito e companheirismo.
Não demorou para o basquete se tornar parte da minha vida. Também tive a chance de treinar na quadra do Clube Recreativo pela Associação Movimento Legal, sob a orientação do professor Beto Barroso, que trouxe ainda mais amor e intensidade à minha relação com o esporte. Ali, em cada treino, fui percebendo que o basquete não era apenas sobre arremessar bolas, mas sobre aprender a viver em equipe, a superar limites e a acreditar em mim mesmo.
Mais tarde, sob a liderança do professor Márcio kanthack, participei das categorias de base, jogando Liga Oeste Paulista, Federação Paulista, Jogos da Juventude e Jogos Regionais. Foram inúmeras partidas, viagens, conquistas e amizades. E quando não estava representando Assis, eu vivia o basquete de outras formas: nos jogos escolares pela escola Clybas Pinto Ferraz ou nos rachas inesquecíveis das quadras do Parque Buracão.
Assis foi onde o basquete marcou minha vida com mais força. Cada jogo, cada treino, cada bola quicando no chão, deixou em mim uma marca de caráter, de educação e de amizade.
E agora, sentado ao lado da minha filha no ginásio, senti algo profundo. Vi não apenas o jogo, mas a minha história diante dos meus olhos. Vi o menino que entrou no basquete para perder peso, mas que acabou encontrando um caminho para se tornar quem é hoje.
O basquete me deu muito mais do que vitórias e derrotas. Ele me deu valores, deu rumo, me deu amigos, e hoje me dá a chance de compartilhar essa emoção com a minha filha. E ao segurar a mão dela naquela arquibancada, percebi com os olhos marejados: valeu a pena!

Rodrigo de Souza é publicitário, mestre em Comunicação, Cultura e Arte e integrante do Conselho Municipal de Cultura de Assis. Atua como analista de comunicação e eventos, é associado do Rotary Club de Assis do Vale, membro do Conselho da Fundação Futuro e da diretoria da Casa da Menina São Francisco de Assis, com trajetória dedicada à cultura, educação e projetos comunitários.

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