Regina Tondatti dos Santos faleceu nesta quarta-feira, 16 de setembro, aos 86 anos. Deixa os filhos Luiz, Francisco, Luciana e Fernando, e demais familiares. Seu corpo está sendo velado na sala 3 do velório municipal ‘Antonio Marobo’, de onde sairá para sepultamento no cemitério municipal de Cândido Mota/SP às 16h desta quinta-feira, dia 17.
Dona Regina há poucos dias perdeu o esposo José dos Santos, o alfaiate carinhosamente conhecido como ‘Zé Chuvinha’.
O cabeleireiro e historiador cândido-motense, Romildo Pereira de Carvalho, deixa uma mensagem sobre dona Regina.
“REGINA ‘NENA’ TONDATTI: UM AMOR QUE CONTINUA NO CÉU
Nossa querida, serena e simpaticíssima Regina (Nena) Tondatti dos Santos, esposa do saudoso José Germano dos Santos, o nosso querido Zé Chuvinha, aos 86 anos, acaba de partir para a Morada Celestial.
O destino, às vezes, nos coloca diante de mistérios que não conseguimos compreender. O Zé Chuvinha partiu há apenas 55 dias e, depois de 67 anos de matrimônio, Nena não conseguiu permanecer muito tempo longe de seu amado. Agora, os dois se reencontram na eternidade.

A vida é um mistério, assim como também é a partida para a Morada Celestial. Como nos lembra uma conhecida frase atribuída a Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.”
Acredito que exista, no amor verdadeiro, um vínculo que as palavras não conseguem explicar. Quando o amor se faz presença no matrimônio, o outro deixa de ser apenas companheiro: torna-se parte da própria alma, uma só carne. E quando a separação chega, fica a saudade, mas também a esperança de um reencontro.
E assim foram Nena e Zé Chuvinha.
Durante décadas, foram 67 anos, os dois estiveram lado a lado. Ela, uma costureira de primeira categoria; ele, um alfaiate de primeira categoria. Juntos, trabalharam, criaram uma bela família e costuraram para praticamente toda a nossa cidade.
Mas não costuraram apenas roupas.
Costuraram uma história. Costuraram uma família. Costuraram amizades. Costuraram uma vida inteira de cumplicidade.
Tornaram-se referência não somente na arte da costura, mas também na arte de viver como casal.
Fecho os olhos e ainda consigo enxergá-los pelas ruas de nossa cidade: sempre juntos, ora de mãos dadas, ora abraçados. Sinceramente, não me recordo de vê-los separados. Era como se a vida de um estivesse naturalmente entrelaçada à vida do outro.
Quando fui ao velório do Zé Chuvinha, agachei-me ao lado da querida Nena, e tivemos uma longa e carinhosa conversa, segurando em suas calorosas mãos. Ela me falou daquele grande amor que os dois viveram. Contou-me que, ao longo de tantos anos de matrimônio, nunca tiveram um conflito que os afastasse.
Naquele momento, eu lhe disse que eles eram uma referência para nós, eu e minha Princesa Déa. Afinal, também estamos juntos há 34 anos e aprendemos, com exemplos como o deles, que o amor verdadeiro não é apenas sentimento: é presença, paciência, cumplicidade, respeito e escolha diária.
Hoje, Nena parte para a eternidade.
E gosto de imaginar que, depois de apenas 55 dias de saudade, ela finalmente encontrou novamente o seu amado Zé Chuvinha.
Agora suas almas estão novamente de mãos dadas e novamente abraçadas.
E na Morada Celestial, estejam simplesmente continuando a história de amor que aqui na Terra construíram durante 67 anos.
Aos filhos Luis, Francisco (Cuca), Luciana e Fernando; aos netos Bruna, Alfredo, Eduardo e Lucas; à bisneta Angelina; aos demais familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos.
Também externamos nosso carinho e solidariedade ao Renato Rossi e ao Tomzé Tondatto, que carinhosamente me comunicaram a partida da querida tia Nena.
Que Deus receba sua alma em Sua infinita misericórdia e conceda conforto a todos aqueles que ficam.
Fica a saudade, ficam as lembranças e, sobretudo, fica o testemunho de um amor que atravessou 67 anos de vida a dois.
Que o reencontro de Nena e Zé Chuvinha seja eterno e repleta de chuvas de bênçãos.
E que um dia, pela graça e misericórdia de Deus, todos nós possamos nos reencontrar no Reino Celestial, sob a sombra do Altíssimo, vivendo plenamente a Sua Graça.
Descanse em paz, querida Nena.
Dê um abraço no nosso Zé Chuvinha por nós.
Nena e Zé, o amor de vocês não terminou. Apenas mudou de endereço: agora mora no céu.
Que me desculpem os teólogos, por esta viagem pela eternidade!”



